História do Jazz

 

 

 

 

O Jazz nasceu directamente da cultura negra.  Nas viagens dos navios negreiros da África para os Estados Unidos, os negros que não morriam de doenças eram obrigados a dançar para manterem a saúde. As danças tradicionais dos senhores brancos eram as polcas, as valsas e as quadrilhas, e os negros imitavam-nos com o intuito de os ridicularizar, mas dançavam de acordo com a visão que tinham da cultura europeia, e misturando um pouco com as danças que conheciam. Dessa forma, surgiu a dança que era uma mistura da imitação dos ritmos europeus com os costumes naturais dos negros.

Em 1740, os tambores foram proibidos no sul dos Estados Unidos para evitar insurreições dos negros. Assim, para executar as suas danças, eles foram obrigados a improvisar com outras formas de som, como palmas, sapateado, e o banjo.

No início do século XX, as danças afro-americanas começaram a entrar para os salões, e a sofrer novas influências: do can-can e do charleston, principalmente. Logo, essa dança que se pode até chamar de “mista”, tomou conta dos palcos e da broadway, transformando-se na conhecida comédia musical. A comédia musical, por sua vez, não é nada mais que o segundo nome dado à dança mais conhecida como jazz.

 

 

 

 

 

1º -"Early Jazz" - 

 

    As primeiras gravações mais fáceis de arranjar, datam entre 1920 e 1930.

    Louis Armstrong("Pops" ou "Satchmo") era então a grande figura, tocando em grupos como os "Hot Five" ou "Hot Seven" . O estilo dos grupos desta época é referenciado como New Orleans jazz ou Dixieland, sendo uma música caracterizada por uma improvisação colectiva, todos os músicos intervenientes improvisam dentro da estrutura harmónica da música.

    A Louis, cantor, foi creditada  a invenção do scat, técnica muito utilizada no canto de jazz,  que consiste no cantarolar sílabas soltas tornando a voz num instrumento musical solista, possibilitando ao executante, improvisar com a voz, tal como outros faziam nos instrumentos de percussão, sopro,... e cordas, que não é mais do que se passa com a voz.

 

 

A cidade de New Orleans teve  um papel preponderante no início do desenvolvimento do jazz. A cidade era    uma autêntica porta aberta  aos sons picantes das Caraíbas e do México,    e com uma população negra estabelecida, o crescente da cidade foi uma fonte de desenvolvimentos de novas musicas no início do século.

As brass bands apareceram e tocavam em inúmeras paradas e funerais de forma a consolar os familiares.  

A acompanhar, as numerosas 

sociedades de dança

pretendiam o concurso de de bons músicos.

Foi então, sem surpresa que apareceram grandes tocadores de clarinete, Johnny Dodds, Jimmy Noone e Sidney Bechet.

Um dos primeiros grandes cornetistas, Joe "King" Oliver e o seu protegido (e futura  estrela) Louis Armstrong chegaram a New Orleans com outras influências, assim como também Jelly Roll Morton.

 

 

 

    A norte, a cidade de Chicago, tornou-se na década de 1920, após o encerramento dos clubes da área de Storyville em New Orleans, o ponto de paragem dos músicos, alguns dos que foram aclamados pelo seu trabalho nesta cidade são  Earl Hines, Johnny Dodds, Louis Armstrong e King Oliver.

    O Jazz começava a ganhar cada vez mais alma com as vendas das gravações feitas na cidade do vento para toda a América. 

    Chicago era um íman para os músicos do Mid-West,

 

 

    A cidade de New York contribuiu de várias maneiras para o enriquecimento do jazz. 

    O primeiro estilo de piano a ser inserido no jazz foi um desenvlovido a partir do ragtime que era muito popular na altura em New York

    A cidade era também o centro de todo o negócio da divulgação da música. 

    Também foi aqui que  James Reese Europe experimentou o jazz em grandes orquestras. Muitas das suas primeiras gravações podem ser consideradas ragtime, mas as suas gravações mais tardias, em 1919 mostram claramente uma improvisação de simples e puro jazz.

    Nos anos 20 aparecem duas orquestras pioneiras que irão afectar determinantemente  o futuro do jazz.

    A primeira refere-se à de Fletcher Henderson, que reuniu uma banda e tornou-se em 1923 a primeira a aprecer no Cotton Club. Henderson reuniu algumas futuras estrelas como Coleman Hawkins e Don Redman, mas só quando trouxe para a banda Louis Armstrong é que a banda se começou a desenvolver num grupo completamente de jazz, que iria servir de suporte à era do swing.

 

    No princípio da década de 20 Duke Ellingon mudou-se de Washington para New York e começou a desenvolver as suas capacidades como compositor e "arranger" que iriam ser a sua imagem de marca, e que o iria acompanhar durante toda a sua carreira de sucesso.

 

    Outro personagem vindo de New Orleans, com passagem por Chicago, foi Clarence Williams responsável pela organização de gravações de blues e early jazz.

No fim dos anos 20, o centro de Jazz dos E.U.A.  trocou Chicago por N.Y. assim  como grande parte dos músicos fizeram.

 

    Durante os anos 20 e 30 houveram diversos grupos conhecidos como Territory Bands a tocar pelas cidades mais pequenas dos E.U.A. . Nos finais dos anos 20 Kansas City´s Bennie Moten Band adquiriu membros da Walter Page´s Blues Devils que formados na cidade de Oklahoma. Este grupo mais tarde teria entrada na orquestra de Count Basie.

    As outras cidades com Jazz scenes foram St. Louis, Memphis e Detroit.

 

    Com a evolução do jazz, a música de dança extremamente bem arranjada tornou-se norma. Quando os músicos brancos, tal como Benny Goodman,  aderiram aos arranjos dos negros, o jazz começou a entrar no período do Swing e das Big Bands.

    Muitas bandas negras e brancas viajaram ao longo dos E.U.A. enchendo as rádios de swing, um termo que se tornou sinónimo de jazz. Grandes bandas eram as de Jimmy Lunceford, Chick Webb, Mills Blue Rythm and Andy Kirk´s Clouds of joy. Apareceram também as/(os) grandes vocalistas como Ella Fitzgerald, Billie Holiday e Fats Waller.   

 

 

 

 

Até ao próximo capítulo...